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Os desafios da agricultura digital em quatro idiomas
24.09.2019

Os desafios da agricultura digital em quatro idiomas

“Quem de vocês utilizou cartas para se comunicar? Quem de vocês usou orelhão? E quem de vocês tem whatsApp?”. Essas perguntas feitas pelo professor da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Antonio Luis Santi, deram o tom do primeiro painel da tarde, com a temática “Os Desafios da Agricultura Digital”. A partir das respostas todas positivas da plateia, o professor iniciou a sua fala sobre as grandes transformações tecnológicas nas últimas décadas e o impacto na agricultura. “Nunca tivemos na história da Agronomia, tantas ferramentas para monitorar o processo”, enfatizou. Porém, segundo ele, o importante não é a quantidade de dados “e sim o que fazemos deles, ou seja, a gestão da informação”, ressaltou.

Por meio do painel que reuniu quatro países e contou com tradução simultânea, buscou-se permitir que os ouvintes conhecessem como a tecnologia está sendo utilizada em vários países, bem como as novas ferramentas digitais. Uma das grandes apostas dos EUA, por exemplo, tem sido o uso de drones, tecnologia de baixo custo que possibilita ao agricultor acompanhar as lavouras por meio de imagens com alta qualidade de resolução, e apenas com a captação de imagens identificar se há problemas ou não na lavoura.  

Para o professor Ignácio Ciampitti, representante dos EUA, agricultores e graduados na área não precisam criar aversão a essas novas tecnologias, mas sim abraça-las. “As ferramentas tecnológicas não vão substituir os engenheiros agrônomos, mas sim, aumentar a eficiência. Nada vai substituir os profissionais”, apontou. Para o professor Antonio Luis Santi, essas novas tecnologias vieram para agregar, tanto na produtividade quanto na redução de custos. “Desburocratizar a cadeia de controle e reduzir custos. Tornar o produto mais barato, mais rápido, mais seguro e com mais confiança”, destacou Santi.

Mediado pelo professor Telmo Amado, o Painel ainda contou com  participação ainda do professor Corne Kempenaar, da Universidade de Wageningen, da Holanda e do pesquisador Fernando Miguel Scaramuzza, do INTA Manfredi, da Argentina.  

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